Como escolher hotel em Paris: os melhores bairros


Como escolher hotel em Paris? Simplifique sua escolha e confira aqui os prós e os contras dos bairros mais famosos. Com dicas de atrações e meios de transporte.

Para nós, pobres mortais, escolher um hotel em Paris é uma tarefa longa e complicada.  A cidade é charmosa e cheia de encantos mas… é uma metrópole e, portanto, pode deixar você desnorteado, principalmente durante a primeira visita. Tem de tudo, para todos os bolsos e gostos: hotéis de luxo no centro, pequenos bed & breakfast em subúrbios pitorescos ou ainda as típicas peniches, barcos de madeira usados para o transporte fluvial.

É claro que cada um de nós segue critérios pessoais quando escolhe uma acomodação: preço, localização, luxo ou oferta de serviços. Mas em geral buscamos uma solução prática e confortável, sem estourar o nosso orçamento, qualquer que ele seja. Eu sempre começo com a dupla localização & preço. E você?

Para você não se perder no labirinto de opções que a Ville Lumière oferece, eis as minhas regrinhas básicas para escolher a localização que mais combina com as principais atrações da cidade, com o astral de cada um e com deslocamentos a pé. Mas a escolha do preço da diária e do tipo de hotel fica por sua conta!

Como escolher hotel em Paris: entenda a cidade

Paris é dividida em 20 arrondissements. Quanto menor o número, mais central é o arrondissement. Para saber o arrondissement do hotel, verifique o CEP:

  1. se o CEP começa por 75, já é um bom começo porque significa que o hotel fica na área metropolitana de Paris;
  2. os últimos números indicam o arrondissement: o CEP 75001 indica o 1˚ arrondissement, 75002 indica 2˚arrondissement, e assim por diante.

Para complicar mais um pouquinho, existe outro critério de localização: o bairro. Por exemplo: Marais, Quartier Latin, Montmartre ou Saint-Germain. Os bairros de Paris nem sempre coincidem com um arrondissement.

A busca por bairro é mais específica e tem a ver com o astral e a fama de certas ruas. Você escolhe o bairro dos seus sonhos e topa qualquer sacrifício para ficar lá, nem que seja por uma noite. Em Paris vale qualquer extravagância!

Dica | Para facilitar a busca, baixe da internet um mapa dos bairros e dos arrondissements de Paris.

como escolher hospedagem em Paris

O charme de St-Germain


Como escolher hotel em Paris: os meios de transporte

Para planejar a sua primeira visita, é bom saber que para conhecer o pacote básico das atrações parisienses você vai precisar se locomover, e  muito. Portanto, uma boa localização significa economia de tempo e dinheiro.

Um hotel perto de uma estação de metrô já é uma boa escolha. Melhor ainda se a linha de metrô passa por atrações importantes. Confira alguns exemplos:

  • linha 1 amarela: passa pelo Arco do Triunfo, Champs Elysées, Place de la Concorde, Louvre, Chatelet, Hotel de Ville, Marais, Place de la Bastille;
  • linha 4 fúcsia: passa por Montmartre, Marais, Chatelet, Notre Dame, Saint-Germain des Près e Montparnasse;
  • linha 9 verde:  passa por Trocadero/Tour Eiffel, Bateaux Mouches, Champs Elysées, Galeries Lafayette, Opéra Garnier, Grands Boulevards, Place de la Republique);
  • linha 8 rosa: passa por Ecole Militaire/Tour Eiffel, Invalides, Place de la Concorde, Madeleine, Galeries Lafayette, Opéra Garnier, Grands Boulevards, Place de la Republique, Marais Place des Vosges e Bastille).

Não adianta ficar muito longe do centro para economizar… e gastar tempo e uma fortuna com metrô ou táxi.

Se a sua estadia for de poucos dias, talvez você queira facilitar o deslocamento de ida e volta até o aeroporto. Então quando escolher o hotel considere que:

  • Aeroporto de Orly: fica na zona sul da cidade e tem conexão com as estações de Denfert-Rochereau e Montparnasse;
  •  Aeroporto Charles de Gaulle: nesse caso é melhor optar por bairros que ficam na zona norte como Opéra/Grand Boulevards ou Champs Elysées;
  • Aeroporto de Beauvais: o shuttle deixa os passageiros na Porte Maillot; uma opção de hospedagem prática é o Arco do Triunfo e arredores.

Salve-se quem puder: a selva dos preços (altos)

Hospedagem em Paris é cara. Ponto final. Você pode tentar uns truques como eu faço mas, no final, a conta chega. Antes da pandemia, era muito difícil encontrar diárias por menos de 100 euros. Hoje em dia, os preços desceram um pouco (mas nem tanto).

E não é só o preço que preocupa. Quando você der uma olhada nas fotos dos quartos… vai ver como nem sempre a  acomodação preenche os requisitos básicos de conforto.

Nem todas oferecem ar condicionado, depósito de bagagens, café da manhã, frigo bar, cama extra para criança… Leia bem a descrição do quarto para evitar surpresinhas desagradáveis.

Se sua estadia for de uma semana ou mais, talvez seja mais negócio alugar um quarto-sala-banheiro. Em geral, fica mais em conta (até porque você economiza com restaurante).

Evite feriados, Natal, Ano Novo e eventos de qualquer tipo.  E reserve com antecedência.

Prós e contras dos principais bairros

Em geral, os bairros considerados estratégicos em termos de deslocamento são aqueles mais recheados de atrações. É claro que a escolha não depende só do custo-benefício mas de gosto pessoal. Eu adoro a vibe residencial de Montparnasse mas acho muito fofo também o descolado Canal Saint-Martin.

Bem no centro: Louvre e Notre-Dame (1˚arrondissement)

É o coração de Paris. Apesar de muito turística, é uma das áreas mais antigas e elegantes da cidade. E fica bem perto da poderosa estação Châtelet-Les Halles que abriga 5 linhas do metrô e 3 da RER. A Torre Eiffel fica a 15 min de metrô.

Indicado para | quem gosta de ficar perto de tudo, tudo mesmo. E não tem medo de encarar uma diária um pouco mais salgada.

Principais atrações a pé | Museu do Louvre, Palais Royal, Place de la Concorde, Ile de la Cité e Notre Dame, Hotel de Ville e Châtelet, Forum des Halles, Ile Saint-Louis, Saint-Michel, Quartier Latin, Museu d’Orsay, Centre Pompidou.

Charmoso e descolado: Marais (3° e 4° arrondissement)

É verdade que o Marais não é mais aquele de antigamente mas continua lindo. Tranquilo, elegante, romântico e LGBT-friendly. Durante longos anos, o bairro abrigou uma das mais importantes comunidades judaicas parisienses. Ainda hoje, lá encontram-se restaurantes kosher e muitos vestígios da tradição e da história judaica.

O Marais é ideal para bater pernas sem meta, sentar numa pitoresca pâtisserie ou fazer comprinhas em lojas alternativas ou no BHV Marais, a loja de departamentos mais querida dos parisienses, que fica na frente do Hôtel de Ville, na Rue de Rivoli.

Infelizmente, as diárias não são muito baratas mas vasculhando nos portais de hospedagem dá para encontrar opções viáveis.

Leia mais no blog | O que fazer no Marais

Indicado para | quem gosta de turistar a pé e sem empurra-empurra, com paradas para comprinhas e momentos românticos.

Principais atrações a pé | Place des Vosges, Musée Carnavalet, Hotel de Ville, Museu Picasso, Maison de Victor Hugo, Hotel de Sully, Musée Cognacq-Jay, Notre Dame, Centre Pompidou, Forum des Halles, Bastilha, Memorial da Shoah, Ile-St-Louis.

Bairro Marais: Place des Vosges, a mais antiga de Paris


Prático sem perder o charme: Opéra – Grands Boulevards (8° e 9° arrondissement)

Relativamente central e bem democrático… no sentido que tem hospedagem pra todos os bolsos. Hotéis chiques e aquelas pousadinhas sem luxo que resolvem qualquer problema de orçamento.

É turístico, sim, mas em Paris tudo ou quase é turístico! Em compensação, o bairro oferece muitas ruas comerciais, restaurantes, vida noturna e por aí afora. Um combo para quem visita a cidade pela primeira vez.  E pra completar na Place de l’Opéra tem a parada do shuttle que vai e vem do Charles de Gaulle. Perfeito!

Indicado para | quem não esnoba custo-benefício e adora o combo turismo-comprinhas-vida noturna.

Principais atrações a pé | Opéra Garnier, Galeries Lafayette, Grands Boulevards, Museu do Chocolate, Cinema, Grand Rex, Passages Couverts, Madeleine, Louvre, Palais Royal, Place de la Concorde, Pigalle, Montmartre.

Discreto e autêntico: Montparnasse (14° e 15° arrondissement)

Nem central, nem subúrbio. Mas se o hotel ficar pertinho do metrô é super prático. Em 10 min você chega na Torre Eiffel.

Tempos atrás era o coração intelectual de Paris mas as reformas urbanas dos anos 70 e 80 “estragaram” um pouco a fisionomia do bairro. Nada que incomode, principalmente porque Montparnasse oferece muitas escolhas, inclusive grandes redes hoteleiras.

Indicado para | quem quer evitar a Paris dos turistas e curtir a Paris dos intelectuais tomando um cafezinho onde bebericavam os grandes Picasso, Modigliani, Kandinsky, Chagall e muitos outros.

Principais atrações a pé | Torre Montparnasse (a vista é impagável), St-Germain-des-Prés, Jarins de Luxembourg, Cimitério de Montparnasse, Museu Montparnasse, Invalides, Torre Eiffel

Como escolher hotel em Paris: dicas extras

É claro que Paris é muito mais do que três ou quatro bairros. Alguns ficam longe das principais atrações (Montmartre), outros são caros ou muito turísticos (Quartier Latin, por exemplo) e outros não têm graça.

Gosto muito da Bastilha, do Canal St. Martin  e de St.-Germain-des-Prés. Aqui no blog tem dicas específicas sobre esses três bairros.

Na hora H eu pessoalmente evito:

  • mais de três baldeações de metrô para chegar no miolinho da cidade;
  • as redondezas das estações de trem (não é amedrontador como antigamente mas à noite precisa ficar de olho)
  • lugares famosos demais (tipo Torre Eiffel)  porque são pouco autênticas;
  • bairro-muvuca de estudantes;
  • bairro sem metrô.

E você tem dicas ou dúvidas? Deixa um pitaco nos comentários.

Se os seus próximos planos de viagem incluem a Bahia ou o Rio Grande do Sul, confira as dicas de hospedagem econômica em Salvador no blog Uma Senhora Viagem e as indicações sobre onde ficar em Bento Gonçalves do blog Turista FullTime.

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2 respostas
  1. Regina Oki says:

    Excelentes dicas! Já fui várias vezes a Paris e a escolha da região e do hotel sempre tirou o meu sossego! Com certeza, este post vai ser meu guia em uma próxima viagem. Parabéns pela compilação!

  2. Lilian Azevedo says:

    Já estive em Paris 4 vezes e confesso que não foi fácil conseguir um hotel conciliando localização e preço bom. Essa visão dos bairros e das atrações possíveis de se conhecer a pé está perfeita e será de grande auxílio numa próxima. Nós adoramos caminhar pelas cidades que visitamos pois vamos descobrindo preciosidades. Outro aspecto de grande ajuda foi o levantamento do que cada linha de metrô atende. Já favoritei o post. Muito bom! beijocas

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