Como viajar depois da Covid-19

Atualizado em 28/04/2020


Como viajar depois da Covid-19? O que pode mudar nas nossas viagens? Como planejar uma viagem segura e sem riscos? Quando, como e para onde ir?

No início foi a internet, agora será a Covid-19 a mudar completamente o nosso modo de viajar. Ninguém precisa de muitos números e gráficos para entender o efeito dominó que a pandemia de coronavírus já causou e vai continuar causando no turismo e em todas as atividades relacionadas.

Na Itália, por exemplo, onde o turismo representa 12% do PIB, a queda de faturamento esperada no primeiro semestre de 2020 é de 73%.  Só esses números mostram a dimensão da ameaça que paira sobre a economia global.

Uma situação que lembra o que houve depois do ataque de 11 de setembro mas com repercussões ainda mais drásticas por causa do fechamento obrigatório de hotéis e atrações turísticas, cancelamento de cruzeiros, voos e eventos, além das fronteiras fechadas para não residentes em muitos países.

Se incluirmos o distanciamento social na lista, fica fácil entender as transformações do nosso modo de viajar depois da Covid-19. A primeira consequência é que devemos planejar com muito cuidado. Obviamente um bom planejamento sempre foi a chave do sucesso de qualquer viagem mas daqui pra frente será ainda mais importante.

Enquanto o dia de viajar não chega, respeite todas as medidas de combate à pandemia. E aproveite para pesquisar com calma os destinos que você sonha em visitar!

Quando vamos poder viajar novamente?

Essa pergunta não tem uma resposta plausível, por enquanto. Ainda não há projeção confiável de volta à normalidade. Apenas suposições. E planejar grandes deslocamentos durante uma pandemia em curso – e sem vacina – não é uma boa ideia.

Aos poucos, quando a quarentena acabar, vai ser possível ir à praia… mas sem muvuca, passar um fim-de-semana numa cidade de interior de pequeno porte, explorar os arredores das cidades onde moramos. Mas viagem de verdade vai demorar ainda.

Até porque precisa esperar que as atrações e os hotéis reabram e companhias aéreas voltem a voar. E isso dependerá das medidas do governo de cada país e das indicações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Algumas pesquisas de companhias aéreas e rede hoteleiras brasileiras e internacionais indicam que até setembro de 2020 não vai haver retomada significativa do setor.

Portanto, no momento, não precisa ter pressa em comprar passagens ou pacotes de viagem. Melhor aproveitar para pesquisar destinos seguros, promoções e descontos. Mas todo cuidado é pouco:

  • reserve voo, hotel e atrações que garantam direito a reembolso ou remarcação gratuitos;
  • evite preços exageradamente baixos: uma semana de hotel 5 estrelas em Miami não pode custar 500,00 reais com o dólar a mais de 5;
  • acompanhe a trajetória dos preços e arrisque a compra quando o preço começar a subir;
  • verifique a saúde financeira da empresa (demissões em massa de funcionários, queixas sobre o atendimento nas redes sociais, fechamento de sede, etc).
como viajar depois da Covid-19

Viajar depois da Covid-19? Sim, mas como?


Como viajar depois da Covid-19?

Desde que não temos tempo para nada, nem durante as férias, o avião é o nosso meio de transporte preferido.

Infelizmente, o impacto da Covid-19 na aviação é quase sem precedentes. E o estrago vai ser grande porque as companhias aéreas foram forçadas pela baixa demanda a reduzir drasticamente voos e cancelar muitas rotas. Alguns exemplos: a KLM cancelou 90% dos voos e as companhias Flybe e Norwegian Air Shuttle estão pedindo falência.

A recuperação do setor vai ser lenta, até porque muitos viajantes têm medo de contágio mesmo usando máscara durante o voo e com medidas de distanciamento em vigor.

Algumas companhias já afirmam que poderão usar aviões de menor porte e que nem todas as rotas anteriores serão retomadas, principalmente para os países mais afetados e com restrições severas nas fronteiras. E quem sabe como será o andamento dos preços das passagens? Alguns especialistas acham que podem diminuir, mas fica a dúvida, principalmente com a atual cotação do real.

As alternativas serão trem, onde disponível, e carro. Ou seja, na primeira fase pós-coronavírus as nossas viagens serão principalmente domésticas e de curta distância. Em caso de emergência é importante poder voltar rapidamente para casa, principalmente se você viajar com crianças ou idosos.

Melhor não arriscar grandes deslocamentos nos primeiros meses após o fim do isolamento.

O que pode mudar nas nossas viagens?

Sim, o nosso modo de viajar depois da Covid-19 vai mudar, não somente por causa da necessidade de suar máscaras e dos novos procedimentos de embarque.

A escolha do destino

Nesse momento não é uma boa focar em um só destino mas escolher duas ou três opções. A palavra-chave é a flexibilidade, ou seja, ficar pronto para qualquer reviravolta sem arcar com o prejuízo.

Se você tinha uma lista de destinos a sua espera, talvez seja a hora de rever as suas prioridades e escolher em função dos efeitos que a Covid-19 já causou e pode causar ainda.

A melhor pedida é evitar turismo de massa e megalópoles, optando por turismo rural ou serrano, ecoturismo em lugares onde passear, explorar a natureza e ficar ao ar livre em segurança. E por que esnobar os destinos eno-gastronômicos?

O Brasil oferece excelentes alternativas como a Serra Gaúcha, as praias do Nordeste, o interior de Minas Gerais, os cerrados e toda a região do Norte.

Enfim, é o momento de desacelerar, resgatar nossas raízes e vivenciar experiências diferentes que nada tem a ver com os roteirões dez-cidades-em-três-dias.

De qualquer forma não vacile:

  • pesquise sobre o sistema de saúde do seu destino;
  • contrate um seguro viagem;
  • pesquise sobre o andamento dos contágios;
  • verifique o funcionamento das atrações turísticas (número limitado de visitantes por dia, longa fila de espera ou entrada com hora marcada, etc);
  • acompanhe a situação do destino através das redes sociais.

Cuidado sim, mas sem alimentar preconceitos contra destinos atingidos pela Covid-19, porque o coronavírus não respeita fronteiras.

Rio Maracaípe

As águas cristalinas do estuário de Maracaípe, Praia de Serrambi, PE


A escolha da hospedagem

Na minha opinião, a estadia em hotel tradicional não é uma boa escolha nos primeiros meses após a pandemia. Em caso de contágio inesperado, os hóspedes precisam ficar de quarentena, impedidos de voltar para casa.

Sem falar na dificuldade de manter o correto distanciamento social em piscinas, áreas comuns e restaurantes lotados.

Nesse momento parece mais prudente optar por acomodações tipo Airbnb, onde o hóspede pode ir e vir com maior liberdade.

Ou ainda um hotel-fazenda bem organizado com muito espaço para atividades recreativas e esportivas em meio à natureza. O Brasil não deixa a desejar e há excelentes opções desse tipo, de norte a sul, inclusive comprometidas com a produção agropecuária sustentável.

Leia mais sobre Airbnb | Como usar Airbnb

E não esqueça: não podemos viajar mas podemos planejar!



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2 respostas
  1. Lilian Azevedo says:

    Lamentavelmente essa será a realidade daqui pra frente. Esse ano ficarei em casa o máximo que puder. Tantos planos de viagem, tantos destinos sonhados !

  2. Adelaide says:

    Olá Lilian,
    viagens em 2020 precisam ser muito bem planejadas e de qualquer forma só daqui a uns tempos, se tudo correr bem.
    Mas vai passar! Estou confiante.

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