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Ilhas Canárias: Lanzarote em fotos


Depois do inverno, a vontade de praia é grande, mas  achar um lugar quentinho, em março, na Europa é uma tarefa difícil. Pesquisando entre os destinos mais viavéis, deparei com o arquipélago espanhol das Canárias, pertinho do Trópico de Câncer, em pleno Atlântico. As temperaturas publicadas na internet eram encorajadoras…

O arquipélago é formado por sete ilhas vulcânicas (mais algumas ilhas menores): Tenerife, Gran Canária, Fuerteventura, Lanzarote, La Palma, La Gomera e El Hierro. Escolhi Lanzarote, 125 km do Marrocos, mais de mil quilômetros da Espanha, e conhecida pelo clima ameno o ano inteiro, mar cristalino, paisagem lunar e formas geológicas surpreendentes.

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Costa Papagayo – zona sul de Lanzarote

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Pico Hacha Grande, cordilheira Los Ajaches, perto da Costa Papagayo

Lanzarote foi descoberta pelo explorador italiano Lancelotto Malocello em 1312. Hoje é uma importante meta turística, classificada como Reserva da Biosfera pela UNESCO em 1993, com 40% do território protegido. O aeroporto fica na capital Arrecife e tem ligações com as principais cidades européias.

Sei que Lanzarote é um destino ainda pouco conhecido no Brasil, mas é tão bonita e interessante que decidi compartilhar a nossa viagem com fotos, fotos e mais fotos, repassando somente algumas informações básicas. Para detalhes aguardem os próximos posts.

O que ver em Lanzarote

Praias

Começando pelas praias…a escolha é grande. Tem para todos os gostos: calmas, com ondas, para surfistas, com areia dourada, vulcânicas com areia preta, para jovens e menos jovens.

Não fui a todas por falta de tempo. Digo logo que uma semana é o mínimo indispensável para conhecer e aproveitar a ilha. As praias mais famosas ficam na Costa Papagayo, em Playa Blanca, em Puerto del Carmen, em Costa Teguise e em Famara, ao norte.

Entrada Costa Papagayo

Entrada da Costa Papagayo: formada por cinco praias principais, todas de areia dourada, algumas rochosas. Para entrar é preciso pagar uma taxa de conservação de 3 euros, com estacionamento incluído.

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As primeiras duas praia da Costa Papagayo (Punta Mujeres e Playa del Pozo)

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A Playa Papagayo

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Isla Graciosa, ao norte, única ilha na Europa sem estradas asfaltadas. O nome não faz jus ao espetáculo. Águas cristalinas e praias desertas.

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Playa de Famara, a noroeste. Para surfistas e banhistas corajosos


Parque vulcânico

Além das praias, a principal atração é mesmo o Parque Nacional de Tymanfaia, um habitat vulcânico que encontra-se nas primeiras fases do desenvolvimento ecológico, depois da destruição causada pela erupção de 1730… que durou seis anos!

A paisagem é lunar, sem exageros. Entrando no parque entendi porque Kubrick escolheu Lanzarote como cenário de 2001 – Uma Odisséia no Espaço.

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Timanfaya: cores e paisagens ancestrais

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Mais de 25 vulcões no Parque Timanfaya


Outras atrações

Próximo ao Parque, no lado sudoeste da ilha, encontram-se outras atrações imperdíveis: o Lago Verde (ou Lago de los Clicos) e  Los Hervideros.

O Lago Verde fica num “anfiteatro” natural.  A cor da água (salgada!) é causada pela presença de algas.

Los Hervideros é um conjunto de cavernas submarinas, rodeadas por penhascos. Algumas passarelas levam você até embaixo para assistir ao espetáculo das ondas.

Lago Verde

Lago Verde: cratera vulcânica completamente aberto, areia preta e charco salgado.

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Los Hervideros,


Quando ir

O clima é agradavél o ano inteiro graças aos ventos alísios, mas para aproveitar as praias é melhor evitar o inverno, entre dezembro e fevereiro. Geralmente clima seco e pouca chuva.

Panorama na Playa Papagayo

Panorama na Playa Papagayo


Onde ficar

Uma das características mais interessantes de Lanzarote é o rígido planejamento urbanístico, obra de César Manrique, arquiteto, urbanista e artista local, que proíbe a construção de prédios e casas com mais de dois andares.

Todas as cidades são pequenas, com casas brancas, com a exceção de Arrecife. Na ilha é rara a típica especulação imobiliária selvagem de algumas zonas costeiras espanholas. Até os hotéis geralmente tem poucos andares.

Para a hospedagem escolhi o sul da ilha porque mais perto das principais atrações e para evitar os ventos fortes de nordeste que sopram na parte norte. Existem vários hotéis na ilha, mas optei pelo aluguel de uma casa através de Airbnb, na Marina Rubicón, bairro do distrito de Playa Blanca, com lojas, supermercados, bares e restaurantes.

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“Villas” para aluguel na Marina Rubicon


A Marina é um bairro descontraído, sem muita badalação. Quem prefere movimento, principalmente à noite, pode ficar hospedado em Puerto del Carmen, próxima a Arrecife.

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A vegetação típica de Lanzarote è formada principalmente por cactus e plantas rasteiras que crescem nas zonas menos áridas, até mesmo entre os rochedos e leitos de lava

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Marina Rubicon é um dos centros mais agradáveis da ilha. Ancoradouro, lounge bar, restaurantes.


Como se locomover

A melhor opção é alugar um carro, porque o transporte público é meio carente e não chega até as praias mais afastadas. As estradas são excelentes, com panoramas sensacionais. O preço de um carro pequeno por uma semana foi de 130 euros. A gasolina custa relativamente pouco em relação ao continente, mais ou menos 1 euro/litro.

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Panorama ao longo do Parque Timanfaya

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Crateras inativas e rios de lava solidificada ao longo das estradas


Uma pequena amostra de Lanzarote… Para quem quiser conhecer uma natureza completamente diferente e curtir um mar cristalino, mesmo fora do verão.

Foto: Adelaide Pereira

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