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One World Observatory de Nova York: 5 coisas que você precisa saber


O One World Observatory é uma atração 3 em 1: vista panorâmica, edifício mais alto de Nova York e o símbolo da reconstrução da cidade depois do ataque de 11 de setembro. Apesar disso, muitos turistas ficam na dúvida se visitá-lo ou não. Quem já conhece o Empire State ou o Top of the Rock pode achar supérfluo e repetitivo incluir mais uma vista. Quem visita Nova York pela primeira vez, e não quer exagerar com o orçamento, pode ficar indeciso entre as várias opções.

Quando estive em Nova York pela segunda vez o One World Observatory já tinha sido inaugurado e surgiu o dilema. Pesquisei, pesquisei, e no final das contas, achei que valia e pena colocá-lo no meu roteiro. Veja porque e o que você deveria considerar na sua decisão.

#1 As informações básicas

O One World Observatory fica no topo da torre One World Trade Center (1WTC). Fica difícil falar de um sem citar o outro, até porque a torre é o principal edifício do novo complexo do World Trade Center.

A torre fica localizada no mesmo local do antigo 6 World Trade Center, entre as West Street (onde fica a entrada), Vesey Street, Fulton Street e Washington Street, em Lower Manhattan. E bem perto do National September 11 Memorial & Museum, exatamente onde ficavam as Torres Gêmeas (aliás, não deixe de visitar).

Inicialmente o edifício foi batizado como Freedom Tower, mas por motivos comerciais o nome foi trocado por One World Trade Center. A mudança desagradou muitos nova-iorquinos, inclusive o governador da época, George Pataki, que achavam o primeiro nome mais patriótico e emblemático. Mas business is business e não teve jeito de mudar.

O edifício foi projetado por David Childs da firma Skidmore, Owings & Merrill, a mesma do Burj Khalifa e da Willis Tower de Chicago. É sem dúvidas um marco da arquitetura moderna com padrões altíssimos de segurança, design e sustentabilidade ambiental (pelo menos no papel).

A construção foi iniciada em 2006, depois que os 2 milhões de toneladas de aço e entulhos das Torres Gêmeas foram removidas e levadas para um aterro em Staten Island. Li em alguns artigos que o aterro vai ser transformado em um grande parque com área esportiva. Mas nada de oficial foi divulgado ainda.

A torre foi inaugurada no dia 3 de novembro de 2014 mas o deck panorâmico do One World Observatory foi aberto ao público somente em maio de 2015.

Custo? 3,9 bilhões de dólares…mas é sempre assim. A grandiosidade tem seu preço. E não é à toa que o preço da entrada (34 dólares) é um pouquinho salgado, principalmente se você estiver viajando com a família.

O proprietário atual é o Port Authority of New York and New Jersey.

Skyline de Manhattan

O novo skyline de Manhattan con o One World Trade Center


#2 A arquitetura do One World Trade Center

O edifício tem uma forma prismática e uma fachada de vidro e aço que reflete a luz do sol. Na minha opinião de leiga no assunto, achei que faltou um toque especial, um detalhe com mais personalidade. Claro, a torre é muito bonita e arrojada, mas fiquei com aquela sensação de “um entre outros”, longe do glamour do Empire e do Rockefeller Center…Talvez por ser recém-construída.

Na verdade, nem a arquitetura das Torres Gêmeas era especial…Mas o conjunto do skyline era único…e ficou na memória coletiva.

O valor do One World Trade Center é principalmente simbólico, na minha opinião. E não é pouco ter tentado resgatar o orgulho da cidade ferida.

Voltando aos números é bom saber que a torre tem uma altura 1.368 pés, a mesma das Torres Gêmeas, mas incluindo a antena, a altura total é de 1776 pés (541,3 m). Exatamente: o ano da declaração de independência dos Estados Unidos. É o quarto edifício mais alto do mundo.

Oficialmente, a torre tem 104 andares (com 5 pisos no subsolo), mas na realidade somente 85 andares são disponíveis porque uma base de concreto anti-bomba ocupa os primeiros 19 andares. Os escritórios ficam entre o 20° e o 90° andar. Os andares 91°–99° e 103°–104° são de serviço.

A torre tem 73 elevadores ao todo, e 5 são utilizados pelo One World Observatory. O deck panorâmico ocupa três andares (100°-102°).

Os três restaurantes do 101° andar completam o kit. Não entrei em nenhum deles e ouvi dizer que são caros.

fachada do One World Observatory

A fachada azulada do One World Observatory


#3 O elevador super tecnológico e a surpresa final

Depois de passar pela inspeção de segurança você vai entrar no mundo encantando do One World Trade Center. Uma mistura de show tecnológico e memorial, mas sem exageros.

Tudo começa com a tela gigante do Global Welcome Center que mostra o número de visitantes em tempo real. Segue o painel Voices, um vídeo com depoimentos de pessoas que participaram à construção do edifício. E enfim você chega a Foundations, uma pequena passagem entre as réplicas do substrato rochoso que sustenta a torre.

Mas o melhor fica no final: o Sky Pod elevator. Menos de um minuto para chegar até o 102° andar e finalmente entrar no One World Observatory. Nada mal. Enquanto o elevador sobe você vai assistir a um vídeo em time-lapse muito bem feito que mostra a história de Nova York desde os primórdios em 1538 até os dias atuais. Com certeza um dos pontos positivos da visita.

Saindo dos elevadores, você vai entrar em um corredor escuro…paro por aqui para não estragar a surpresa.

O observatório fica dois andares mais embaixo.

Salão do deck do observatório

O salão do deck do observatório é rodeado por vidraças emolduradas


#4 A vista do One World Observatory

O 100° andar exibe uma vista a 360° graus de Manhattan. Quando você entra no deck fica sem palavras. O espetáculo merece todos os dólares que você pagou para chegar até lá em cima.

Porém…quem já visitou o Empire ou o Top of the Rock pode ficar meio decepcionado. O One World Observatory não fica ao ar livre mas em um ambiente completamente envidraçado. Não vai dar para curtir aquele arrepio típico das alturas. Tudo bem, não é tão grave assim, mas na minha opinião, esse pequeno detalhe é o grande defeito do mirante.

É verdade que o Empire e o Top of the Rock são mais baixos, mas as paredes de vidro do One World Observatory são um beco sem saída para qualquer fotógrafo amador. Claro, podemos usar filtros e alguns truques mas os reflexos são inevitáveis.

Além disso, a localização e altura da torre deixam a parte norte de Manhattan muito longe e fica difícil fotografá-la com nitidez, principalmente se o dia não estiver límpido. Lá de cima, os melhores panoramas abrangem a zona sul e os arredores: os rios Hudson River e East River, Jersey City, Ellis Island, Estátua da Liberdade e Liberty State Park. A parte norte, como falei, ficam meio perdida e o Central Park fica no horizonte.

Quem quiser, pode curtir a visita usando o One World Explorer, um guia virtual que mostra os pontos notáveis da cidade utilizando um iPad. Custo: 15 dólares.

Eu aluguei um mas achei que não valeu a pena. O funcionamento não é tão simples como parece. Quem está visitando a cidade pela primeira vez e quer identificar bairros e os edifícios mais famosos do skyline, é melhor levar um bom guia tradicional. De papel mesmo.

Outra atração é o Sky Portal, uma plataforma de vidro transparente que mostra imagens ao vivo das ruas abaixo do prédio. Indicado para quem não tem medo de altura.

One World Observatory

Panorama Norte: Tribeca, Pier 34, Hudson River Greenway


Panorama Oeste

Panorama Oeste: Jersey City e Liberty State Park


Vista de Brooklyn

Vista de Brooklyn, contra o sol. Para obter uma iluminação mais uniforme, o melhor horário é entre 11 e 2 da tarde.


#5 Como e quando fotografar a vista do One World Observatory

Eu fui de manhã cedo, bem antes de meio-dia. Não é o melhor horário porque o sol ainda está baixo e fica difícil fotografar o lado nascente.

Para evitar o problema eu arriscaria horários próximos ao meio-dia, com a desvantagem que provavelmente é o período mais lotado. Uma boa alternativa é chegar um pouco antes do pôr do sol e ficar até escurecer. Assim você mata três coelhos com uma cajadada. Ou seja, fotografia com a luz do dia, durante o pôr do sol e ao anoitecer com as luzes que iluminam a cidade.

A condição indispensável é que o dia esteja bonito, sem chuva ou neblina. Fique de olho na previsão do tempo e – se for possível – compre as entradas somente 2 ou 3 dias antes da visita, como eu fiz.

Escolhido o melhor horário, começa o quebra-cabeça fotográfico.  O deck não ´e retangular e a vidraça não é inteira, mas muito pelo contrário, é cheia de molduras bem evidentes. Além disso, o vidro é muito espesso. Tem que tentar a melhor combinação entre iluminação e visual, mudando de posição.

E enfim, os reflexos. O que fazer? A estratégia mais simples (mas na verdade pouco eficaz) é colocar a lente da câmera o mais próximo possível da vidraça. Melhor que nada.

No dia da visita não use roupas brancas ou claras para não piorar a situação. E espere com paciência que atrás de você não passe ninguém para começar a fotografar.

Tirar foto de longe sem reflexo é uma mission impossible. Eu desisti.

Em conclusão

A vista do One World Observatory é maravilhosa, muito abrangente. Não cobre somente Manhattan. Vale a pena, principalmente para quem quer curtir o topo de Nova York e visitar uma nova atração que está tentando, por assim dizer, ocupar o vazio deixado pelas Torres Gêmeas.

O outro lado da moeda é que o mirante não é indicado para quem gosta de vistas ao ar livre e quer tirar fotografias panorâmicas de qualidade – sem diploma de fotógrafo profissional.


Fotos de Adelaide Pereira – Reprodução proibida

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